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Carnaval, Réveillon e Festa Junina Ancoram o Ano do Rio

Carnaval, Réveillon e Festa Junina Ancoram o Ano do Rio

As três datas fixas anuais do Rio de Janeiro, Carnaval, Réveillon em Copacabana e Festa Junina, explicadas com preços reais, datas e para quem cada uma realmente é adequada.

O Rio de Janeiro não só celebra seu calendário, mas é reorganizado por ele. Três datas por ano puxam a cidade para uma forma completamente diferente: lantejoulas e batidas de tambor por nove dias em fevereiro, chapéus de palha, fogueiras e forró pelos meses de inverno, e dois milhões de pessoas lado a lado em um trecho de areia todo 31 de dezembro. Nenhum desses é escondido ou difícil de encontrar; os três são o Rio no seu estado mais inconfundível, e uma viagem programada em torno de um deles é genuinamente diferente de uma que não é.

O Carnaval reescreve a cidade por nove dias todo fevereiro

O Carnaval (Sambódromo, Cidade Nova) é o evento em torno do qual o Rio é construído, no sentido de que preços de hotéis, voos e boa parte do calendário cultural da cidade orbitam em torno dele. O que a maioria imagina (escolas de samba com lantejoulas desfilando diante de arquibancadas lotadas, julgadas desde o design de fantasias até a precisão da bateria) acontece no Sambódromo na Marquês de Sapucaí, uma avenida de desfiles criada para isso em Cidade Nova, logo ao norte do centro, que fica vazia a maior parte do ano e ganha vida exatamente nessa época. Como a edição de 2026 já passou no momento deste planejamento, as próximas datas confirmadas são 5 a 13 de fevereiro de 2027, com o desfile principal do Grupo Especial (as escolas de samba do topo, as que têm orçamentos de produção de seis dígitos e carros alegóricos do tamanho de um quarteirão) nas noites de 7 a 9 de fevereiro.

Existem duas maneiras completamente diferentes de assistir, e qual se adapta a uma viagem depende do objetivo da viagem. Os assentos de arquibancada (bancos simples, sem frescuras) custam em torno de US$50 a 80 e oferecem a mesma vista de todo mundo: alto, quente e completamente envolvente para quem quer sentir o desfile em vez de observá-lo à distância. Camarotes (boxes) são a outra opção, feitos para quem quer o Carnaval com ar-condicionado, open bar e um banheiro que não seja uma fila de quarenta minutos. Espere US$300 a 800 ou mais por pessoa, e trate isso como um piso, não um teto, quando boxes premium e operadores de pacotes estiverem envolvidos. Grupos tendem a optar por camarotes reservados em bloco porque resolvem um problema logístico de uma vez: uma reserva, um ponto de entrada, um lugar para se reunir. A arquibancada funciona bem para casais ou viajantes solo dispostos a se sentar entre estranhos por algumas horas.

Os desfiles no Sambódromo são o núcleo com ingressos do Carnaval, mas não são o festival inteiro. Os blocos de rua do Rio (festas informais, gratuitas e registradas na cidade que percorrem bairros dias antes dos desfiles oficiais começarem) são onde a maioria dos moradores passa o Carnaval, e não precisam de ingresso, apenas disposição para ser levado por uma multidão muito grande e barulhenta. Se o Sambódromo é o palco do Carnaval, os blocos são sua vida de rua. De qualquer forma, reserve hospedagem para esse período com pelo menos seis meses de antecedência; fevereiro no Rio durante o Carnaval é o mercado de hospedagem mais apertado do ano, e os preços refletem isso bem antes das datas dos desfiles serem confirmadas. Comece com uma pesquisa de hotéis no Rio de Janeiro assim que as datas da viagem estiverem firmes.

As raízes rurais do Rio aparecem na Festa Junina todo inverno

Muito antes de o Rio ser uma cidade de praia no imaginário popular, era, como o resto do Brasil, agrário, e a Festa Junina é o festival que mantém essa história visível. Originada dos dias de santos e celebrações de colheita trazidas de Portugal e remodeladas pela influência indígena e africana, é construída em torno do forró, fogueiras, quadrilha (uma dança de casamento cômica mais teatro do que coreografia) e comida que aposta fortemente no milho: pamonha, canjica e espigas assadas vendidas quentes na brasa.

A Festa Junina (Feira de São Cristóvão, São Cristóvão) é onde essa tradição é mais legível para o visitante. A Feira, formalmente o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, é um mercado permanente e casa de shows em São Cristóvão, no lado norte da cidade, construída em torno da cultura do Nordeste (a região mais associada tanto à Festa Junina quanto ao forró como forma musical). A entrada é simbólica, cerca de R$10 de sexta a domingo, e o local oferece forró ao vivo na maioria dos fins de semana durante a janela de junho a agosto, o que significa que a programação deste ano ainda está em andamento enquanto o verão termina e os viajantes começam a planejar o próximo ciclo.

Festa Junina (junho), Rio de Janeiro

Este é o mais tranquilo dos três grandes eventos do Rio, e se adapta a quase qualquer tipo de viajante justamente por isso. Sem política de portaria, sem níveis de ingresso, sem multidões para planejar. Você paga alguns reais na entrada e passa a noite entre barracas, bandas ao vivo e uma pista de dança que recebe qualquer um disposto a tentar os passos. Casais acharão genuinamente romântico de uma forma leve; grupos podem se espalhar pelas barracas do mercado e se reunir para os shows ao vivo; viajantes solo acharão um dos lugares mais fáceis da cidade para puxar conversa. Também é, notavelmente, o mais barato dos três por uma margem grande: uma noite inteira aqui pode custar menos que um único drink em um camarote de Carnaval.

O Réveillon transforma Copacabana na maior festa de praia do mundo

O Réveillon (Copacabana) é a véspera de Ano Novo do Rio, e funciona menos como um evento agendado do que como uma reorganização temporária de todo o calçadão. Todo 31 de dezembro, a cidade (através da Riotur, sua autoridade de turismo) fecha Copacabana e enche a areia com uma celebração pública gratuita que atrai multidões regularmente estimadas em milhões, a maioria vestida de branco, tradição do Ano Novo brasileiro, assistindo a um show de fogos lançados de balsas ancoradas no mar. A edição mais recente, Réveillon 2026, teve um recorde de dezenove balsas disparando um espetáculo de doze minutos, apoiado por uma programação ao vivo em treze palcos que incluiu Gilberto Gil e Alok, atrações realmente de peso em vez de preenchimento, o que diz algo sobre a seriedade com que a cidade trata essa única noite.

Por ser gratuito e organizado pela cidade, não há sistema de reserva para a praia em si: chegue, encontre um pedaço de areia e segure-o, o que é tanto o apelo quanto o problema. Dois milhões de pessoas numa praia significam mobilidade limitada, banheiros mínimos e uma pressão real nas saídas quando os fogos terminam. Para um grupo disposto a abraçar esse trade-off (chegar cedo, ocupar espaço, tratar a espera como parte da noite), custa nada e oferece um espetáculo que poucas cidades conseguem igualar. Para quem prefere ver os mesmos fogos com um drink na mão e espaço para se mover, pacotes VIP de hotéis e bares em lajes ao longo da faixa de Copacabana e Ipanema oferecem acesso com vista fixa por cerca de US$100 a 400 por pessoa, e esses pacotes esgotam bem antes de dezembro. Este é o evento onde casais e grupos menores realmente fazem melhor pagando por um ponto de vista do que se juntando à multidão na areia. De qualquer forma, esta é a noite de hotel mais movimentada do ano fora do Carnaval, então confira o guia do Rio de Janeiro para ter uma ideia de onde o calçadão está em relação ao hotel antes de fechar um pacote.

Planejando uma viagem em torno do calendário de festivais do Rio

Nenhum desses três eventos é fácil de perder, e planejar em torno deles segue mais ou menos o mesmo formato: reserve com antecedência, espere fechamento de ruas e planeje-se para o fato de que os preços do Rio se movem com seu calendário, não contra ele.

Se locomover é mais fácil de metrô: é a forma mais confiável de chegar ao Sambódromo e a Copacabana durante seus respectivos eventos, pois as ruas ao redor fecham para o tráfego geral por dias seguidos e os preços de aplicativos de transporte disparam nas noites mais importantes. Para a Feira de São Cristóvão, o metrô até a estação São Cristóvão mais uma curta caminhada ou corrida por aplicativo é o caminho mais simples.

A aceitação de cartões é sólida em locais com ingressos e camarotes, mas blocos de rua, barracas de comida da Feira e vendedores na orla na noite do Réveillon funcionam muito com dinheiro. Leve notas pequenas em reais para qualquer compra na rua, e não espere troco para uma nota grande de um vendedor no meio da multidão.

Carnaval e Réveillon ambos exigem reserva de seis a doze meses antes para qualquer escolha real de hospedagem. A Festa Junina, com uma janela de três meses de fins de semana, é muito mais tolerante e pode de fato ser planejada com apenas algumas semanas de antecedência.

Dos três, a Festa Junina é a mais barata por uma margem grande: alguns reais mais o que for gasto em comida e bebida. O Réveillon é gratuito para participar, mas a cidade ao redor fica cara rapidamente quando preços de hotel e transporte por aplicativo são considerados. O Carnaval é o que pode variar de um assento de arquibancada modesto a um pacote de camarote de quatro dígitos, e vale a pena decidir de antemão qual versão da experiência você quer antes que os preços subam perto da data.

Good to know

FAQs

Quando é o Carnaval no Rio de Janeiro?

As próximas datas confirmadas são 5 a 13 de fevereiro de 2027, já que a edição de 2026 já aconteceu. Os desfiles principais do Grupo Especial, os que valem a pena planejar a viagem, acontecem nas noites de 7 a 9 de fevereiro de 2027 no Sambódromo na Cidade Nova.

O Réveillon na Praia de Copacabana é gratuito?

Sim. O Réveillon é uma celebração pública gratuita e organizada pela cidade na Praia de Copacabana, pela Riotur, aberta a qualquer um que apareça. O único custo é opcional: pacotes VIP de hotéis ou bares em lajes, com cerca de US$100 a 400 por pessoa para grupos que querem um ponto de observação fixo longe da multidão.

O que é a Festa Junina e onde posso vivê-la no Rio de Janeiro?

A Festa Junina é a tradição brasileira de junho de colheita e dias de santos, construída em torno da dança forró, fogueiras e comidas à base de milho. No Rio, a versão mais acessível é na Feira de São Cristóvão, em São Cristóvão, que oferece forró ao vivo na maioria dos fins de semana de junho a agosto, com uma taxa de entrada simbólica em torno de R$10.

Preciso reservar ingressos do Carnaval com antecedência?

Para os desfiles no Sambódromo, sim: os assentos de arquibancada (US$50 a 80) e os pacotes de camarote (US$300 a 800+) esgotam e aumentam de preço conforme se aproxima fevereiro. Já os blocos de rua, por outro lado, são gratuitos e não precisam de reserva.

Qual é a melhor época do ano para visitar o Rio de Janeiro por causa de seus festivais?

Depende de qual evento é mais importante: fevereiro para o Carnaval, 31 de dezembro para o Réveillon, ou qualquer fim de semana de junho a agosto para a Festa Junina. Tanto o Carnaval quanto o Réveillon exigem reserva de hospedagem de seis a doze meses antes; a Festa Junina pode ser planejada com apenas algumas semanas de antecedência.

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